"Se ele quisesse, ele demonstraria interesse." Nem sempre é assim. TDAH pode causar hipossexualidade, uma queda real de desejo que não tem relação com o quanto a pessoa ama o parceiro. "Sensibilidade ao toque é frescura" também não é verdade: certas texturas, toques ou intensidades podem ser desconfortáveis, até dolorosas, pra quem tem hipersensibilidade sensorial. Isso é neurológico, não emocional.
"No começo era intenso, agora esfriou" tem nome também: hiperfoco. No início de uma relação, a novidade libera dopamina em excesso, e com o tempo o hiperfoco muda de alvo. Isso fala sobre como a atenção neurodivergente se movimenta, não sobre deixar de gostar. E às vezes o que parece implicância é rejeição sensível: um comentário inofensivo pode parecer um ataque, e a vulnerabilidade sexual fica mais difícil quando cada sugestão pode ser sentida como crítica.
O que ajuda é entender o padrão de cada um
Não existe truque universal para isso. Falar sobre o assunto sem julgamento muda a dinâmica: parceiros entendem o mecanismo, em vez de fabricar uma história de desamor que não existe. O trabalho aqui não se limita a questões ligadas à neurodivergência: cobre também desejo, função sexual, identidade e relacionamentos de forma mais ampla, incluindo relacionamentos não convencionais.
Este espaço é para você se:
Sente queda de desejo e não entende se é da relação, de si mesmo, ou de algo neurológico como TDAH.
Lida com hipersensibilidade sensorial que interfere na intimidade e nunca teve espaço pra falar sobre isso.
Quer entender identidade, orientação ou desejo sem ter que se justificar antes de ser ouvido.
Vive um relacionamento não convencional (não monogâmico, por exemplo) e quer um espaço técnico, sem julgamento moral.
Quem atende
Sou Rafael, psicólogo clínico com 16 anos de experiência, formação em Gestalt-terapia e diagnóstico próprio de TDAH. Atendo em Ouro Branco, MG, e online para todo o Brasil. CRP 04/30844.